De acordo com documento enviado a justiça pela entidade, a diretora da empresa vencedora do certame e o diretor de contratos do Metrô são casados, o que sugere fraude no processo.

Publicado: 02/07/2021

Pode ser uma imagem de 5 pessoas, pessoas em pé, multidão e ao ar livre
Foto: Reprodução Facebook Sindicato dos Metroviários de São Paulo

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo divulgou nesta sexta-feira, 2 de julho de 2021, que enviou uma denúncia-crime para a Polícia Civil alegando por meio de um documento que o processo de venda do terreno onde se encontra a sede da entidade no bairro do Tatuapé, aconteceu em meio a uma possível fraude.

Conforme diz o sindicato, Milena Avila Silveira Soares, diretora da empresa Uni 28 SPE-Ltda seria casada desde 2007 com Maurício Soares, que atualmente ocupa o cargo de Coordenador de Gestão de Contratos do Metrô de São Paulo.

Isto de acordo com a entidade contraria os princípios informadores da administração pública, da impessoalidade e isonomia, que configura um indício forte de fraude em toda a licitação.

“O referido representado exerce importante cargo no METRÔ a companhia licitante, sendo coordenador geral de contratos, pessoa que por certo terá parte importante na gestão de eventual contrato a ser firmado se adjudicado.

A questão ganha contornos de gravidade absoluta quando se constata que Mauricio Soares e Milena Soares, são casados desde o dia 14 de fevereiro de 2007, por certidão expedida pelo oficial de registro civil das pessoas naturais, oitavo subdistrito – Santana – São Paulo –SP”
, consta parte do documento enviado a Polícia e que o site obteve acesso.

Como agravo de sua denuncia, o sindicato diz que pouco antes da data do leilão em 3 de maio deste ano, engenheiros foram ao local questionar o tempo da desocupação do local para uma futura e rápida demolição, mostrando a empresa já sabia que venceria a licitação.

“O fato gravíssimo induz o raciocínio lógico de que as pessoas que venceram a licitação já sabiam de antemão quem seriam os novos proprietários do imóvel, portanto uma forte suspeita de que haveria tratamento detrimentoso favorável – INCLUSIVE LEVANDO À VITÓRIA NA DISPUTA LICITATÓRIA – envolvendo colaboradores do METRO e os ora representados.

E a conclusão é inolvidável: eis o certame ainda estava em andamento, havia outras empresas disputando o objeto licitado e sequer se poderia falar em vitória no certame (se conluio e quebra de impessoalidade não ligassem o METRO e as pessoas acima referidas).

Cumpre também narrar que o METRO agiu de forma estranha e que levanta uma série de suspeitas”
, alega a entidade no documento.

Os metroviários apontam que o valor do arremate do terreno em pouco mais de R$ 14 milhões é muito abaixo do que realmente o espaço vale, já que em todos os anos de ocupação do local a entidade investiu R$ 10 milhões em melhorias e conservação do local, tudo feito com consentimento e conhecimento do Metrô.

METRÔ DE SÃO PAULO CONTESTA DENÚNCIA

Em nota enviada ao Diário dos Trilhos, o Metrô de São Paulo desmente a versão do sindicato e diz que tal acusação deverá ser comprovada. Leia abaixo a nota completa.

“O Sindicato dos Metroviários, desesperado, faz falsas acusações, utilizando o nome de um funcionário que atua em uma área sem qualquer relação com a venda do terreno. A denúncia de ilegalidade é infundada e tal acusação deverá ser comprovada sob pena de responderem civil e criminalmente.”

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