Caso reeleito, o atual prefeito disse que os atuais corredores de ônibus já forma requalificados e por isto na próxima gestão, uma atenção maior seria dada a expansão destas vias.

Publicado: 22/09/2020

Foto: Diário dos Trilhos

Em entrevista ao Jornal El País o atual prefeito de São Paulo, Bruno Covas, quando questionado a temas sobre a mobilidade urbana falou sobre os corredores de ônibus na cidade e do estudo da UNIFESP que relaciona o transporte e o contágio pelo coronavírus.

Quando perguntado sobre a diminuição da meta de novos corredores de ônibus, Covas ressaltou que a meta de 9,4 km de novas faixas para ônibus será cumprida e o baixo número se deve ao processo de requalificação da maioria das faixas exclusivas e corredores que passaram por intervenções.

O atual prefeito explicou que estes locais contavam com asfaltos ruins, criando buracos e por isto receberam uma atenção prioritária. Como este processo já está na fase de conclusão, em um próximo mandato ele prometeu uma meta mais ousada de corredores, mas sem estipular uma quantidade em quilômetros.

“Resolvemos investir na requalificação dos atuais (corredores e faixas). Muitos corredores foram construídos simplesmente passando tinta e dizendo, “aqui é corredor de ônibus”. Quando na verdade você precisa preparar esse pavimento para receber o ônibus que é muito mais pesado que um carro”, respondeu ao jornalista.

Outra medida vista como ajuda a diminuir a lotação nos transportes, foi citada a ocupação de espaços vazios na área central da capital, essa com capacidade de receber 400 mil pessoas. Para isto, Bruno Covas estima a criação de empregos em locais mais espalhados e afastados do município, usando como exemplo a concessão de terminais de ônibus.

Foi passado pelo prefeito, que o subsídio as empresas do transporte coletivo em 2020 será de R$ 1 Bilhão de reais a mais do estipulado, devido a pandemia e se caso for colocado nas ruas todos os ônibus, uma despesa extra de R$ 500 milhões seria gerada.

Por fim referente ao tema de mobilidade, foi citado um estudo da UNIFESP da relação entre o transporte público e o contágio pela Covid-19. Sobre isto Covas enfatizou que o estudo não tem relação de causalidade, mas sim de duas variáveis, não significando de forma direta que as pessoas contaminadas contraíram o vírus dentro do transporte coletivo.

“O fato das pessoas utilizarem o transporte público não significa e a pesquisa não demonstra que as pessoas contraíram o vírus no transporte público”, pontuou.

O estudo comentado pelo prefeito foi divulgado em agosto deste ano, conduzido pelo professor Anderson Kazuo Nakano que utilizou dados da Pesquisa Origem e Destino 2017 do Metrô, com informações da Secretaria Municipal de Saúde.

A partir do cruzamento de dados foi criada uma fórmula estatística onde os pesquisadores buscaram identificar uma relação entre as mortes por coronavírus com o uso do transporte público. (Fonte: EXAME).

Atualmente a demanda de passageiros nos ônibus municipais é de 56% em relação há dias normais de antes da pandemia, com 87% da frota total circulando, segundo dados passados na entrevista.

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