Em visita no dia na inauguração encontramos alguns problemas que foram levados ao presidente da companhia, que respondeu.

Publicado: 01/09/2020

Foto: Diário dos Trilhos

Inaugurada na segunda-feira, 31 de agosto, a nova estação de Francisco Morato foi entregue de forma incompleta, com serviços necessários precisando ser realizados em prazos não tão longos.

Em visita aberta a imprensa, o Diário dos Trilhos acompanhou a comitiva da companhia com o presidente Pedro Moro, observando como passageiro, problemas que foram questionados ao líder da companhia.


COBERTURA CONTRA CHUVAS

Logo de imediato notamos que a cobertura da estação é alta e não possui proteções laterais, o que em casos de chuvas fortes e com rajadas de vento, como ocorrem em dias de forte valor ou verão, irá molhar passageiros e as plataformas. Outro ponto é que em razão do fluxo de pessoas consumo de alimentos no local, vai atrair pombos para a estrutura, podendo estes acabar fazendo suas necessidades logo abaixo nos passageiros.

Sobre este apontamento, Moro disse que a CPTM percebeu a necessidade após a conclusão da obra de um serviço complementar e assim instalar placas laterais para oferecer proteção contra chuva. Já sobre os pombos, a área de manutenção e derivados observará essa questão e fazendo ações para impedir a aglomeração de pombos nas estruturas.

Mesmo com um sistema de drenagem, o teto alto não oferece proteção. Foto: Diário dos Trilhos

UMA DAS VIAS NÃO TEM O TRILHO COMPLETO

Percebemos também que os chamados borrachões amarelos estão presentes somente nas pontas das plataformas e os trilhos da plataforma 3 não estão ligados nas vias sentido São Paulo.

Pedro Moro explicou que a nova estação possui plataformas nas novas especificações e por essa razão, o vão entre o trem e plataforma é pequeno, sendo apenas o borrachão em pontos onde ocorre o embarque e desembarque de pessoas com mobilidade reduzida e quanto a plataforma 3 que atualmente não pode ser utilizada para trens sentido Brás, com a demolição da estação antiga, essa via será completada.


ESTAÇÃO ANTI-ENCHENTE

Na concepção das obras, a entrada da nova estação é mais alta e logo após a linha de bloqueios ela desce um pouco o nível do piso. Sobre isto, foi explicado que ao elaborar o projeto já com vistas as enchentes que atingem a região central da cidade, foi criado uma espécie de dique, onde a área após os bloqueios não será atingida por chuvas e ficando alagada.

Também há bombas na parte interna para retirar água caso for preciso. Este dique foi pensado com analise das chuvas dos últimos 50 anos no local.

Entrada da estação é mais alta, impedindo segundo projeto, alagamentos. Foto: Diário da CPTM

ELEVADOR SEM PROTEÇÃO CONTRA CHUVAS

O elevador para pessoas com deficiência para a plataforma 1 que atende os passageiros com destino ao Brás, também não tem proteção contra chuva, caso a pessoa o utilize enquanto estiver chovendo, irá se molhar.


PONTOS DE EVASÃO DE RENDA

Pontos de evasão de renda são chamados locais onde pessoas podem entrar na estação sem pagar a tarifa, o que impacta nas receitas da companhia e pode até ser um fator a influenciar e valores futuros da tarifa.

Ao lado do elevador da plataforma 1, a grade tem pouco mais de dois metros, mas colado a ela existe a rampa de acesso com uma grade que tem degraus, facilitando muito a pessoa que tiver a intenção de pular a grade.

Já na linha de bloqueios do lado direito perto da placa com o nome da estação, existe um espaço onde uma pessoa magra consegue passar rapidamente sem dificuldades (foto abaixo).

Ponto ao centro da imagem junto as barreiras prateadas, é de fácil transposição. Foto: Diário da CPTM

AUSÊNCIA DE BICICLETÁRIO

O esperado era a estação possuir um bicicletário, a exemplo da estação de Engenheiro Goulart inaugurada em 2018, mas encontramos apenas um paraciclo com quinze vagas.

Estrutura aparentemente frágil e fácil remoção ou dano por algum vândalo.

Foto: Diário da CPTM

A estação possui 6 mil m², três plataformas mais largas, escadas rolantes, elevadores e uma passagem para embarque e desembarque por baixo da via, como na estação da Luz, por exemplo.

Tem integração com os terminais urbanos leste e oeste que ficam junto a estação e a previsão de 60 mil passageiros por dia.

Toda obra custou R$ 160 milhões e contando o tempo desde o começo das obras com seu anuncio, sem relação com a obra iniciada em 2018, todo o processo levou dez anos.

Veja mais fotos da nova parada de trens da cidade.

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