Sérgio Correa Brasil por meio de delação premiada, detalhou o esquema que aconteceu na gestão de Geraldo Alckimin.

Publicado: 20/08/2020

Lista de estações da futura linha. Foto: Reprodução Governo do Estado de SP

A CNN Brasil publicou na quarta-feira, 19 de agosto, uma matéria onde o ex-diretor do Metrô de São Paulo e ex-Secretário Executivo do Conselho Gestor de Parceiras Público Privadas (PPPs) do estado de São Paulo, Sergio Correa Brasil, presta depoimento a Polícia Federal e Ministério Público Eleitoral por meio de colaboração premiada, contando como funcionava esquema de corrupção durante o governo de Geraldo Alckmin.

Segundo Correa, ele teria negociado com a Odebrecht o pagamento de propinas destinadas ao financiamento de campanhas eleitorais, essas se benefício direto do ex-governador.

Durante o depoimento, foi explicado que haviam encontros entre parte de cúpula do governo e da construtora, onde Alckmin participava.

“Para essas coisas funcionarem (recebimento de propinas) tem que ter um processo que eu chamo de ‘alinhamento’ (…) quem está acostumado com a gestão pública percebe os sinais, as mensagens, as intenções dos governantes (..) são contratos vultuosos e é natural que esses contratos produzam esse tipo de coisa que aconteceu comigo, eu fiz um negócio particular para mim, mas também que eles subsidiem e dê a condição da remuneração para as campanhas políticas.”

“Nessa relação que tinha mais próxima com os empreiteiros (…) eles (executivos da Odebrecht) deixavam transparecer, sem entrar em detalhes, que eu ficasse tranquilo com relação aos meus superiores, o governo, volto à palavra ‘alinhamento’, as coisas estavam ‘alinhadas’. (…) Em uma vez em especial, me procura (executivo da Odebrecht) (…). No mesmo momento em que ele estava comigo no Palácio do Governo, os superiores dele, os diretores da Odebrecht estavam falando com o Governador. (…). Vinham em equipe, via gente lá embaixo no jardim se encontrando, (…) o nível de diretoria que falava comigo e o nível da alta direção das empresas subindo pra falar com o Governador. (…) Isso é embrionário, lá dentro você observa as coisas (…) eu não ia fazer algo pra mim que não estivesse seguro que aquilo estava atendendo a alta administração do Governo.”

O ex-diretor ainda cita que Alckmin não queria se expor, criticava essas reuniões, mas não as impedia e que este esquema aconteceu entre os anos de 2011 e 2013 referente a obras da Linha 6-Laranja do Metrô.

“Esse contrato da Linha 6 o orçamento dele girou em torno de 10 bilhões de reais, estamos falando de preços de 2012, então era muito grande, muito alto. Saí em 2013, essa licitação já estava concluída, (o contrato da linha 6 do metrô) foi assinado no início de 2014, março, abril no máximo. (…) Nas reuniões que eu ia era muito cobrado, no ano anterior, ele tinha uma cláusula de eficácia de seis meses, então se ele foi assinado em abril, ele só teria eficácia e o governo autorizar o início da obra em outubro, praticamente, no auge da campanha, então a pressão é que eu assinasse em 2013 para que ele surtisse os efeitos logo no começo de 2014.”

Veja em vídeo e mais informações desta matéria no link abaixo.

https://www.cnnbrasil.com.br/politica/2020/08/19/ex-diretor-do-metro-revela-detalhes-de-esquema-de-corrupcao-no-governo-alckmin

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