Em entrevista a TV Record, o Prefeito Bruno Covas não descarta o envolvimento dos empregadores na paralisação dos ônibus e diz que os pagamentos estão em dia.

Prefeito Bruno Covas em entrevista durante visita na CPTM em Julho. Foto: Diário dos Trilhos

Em entrevista nesta manhã a TV Record, o Prefeito de São Paulo Bruno Covas, respondeu perguntas e falou sobre a situação da paralisação dos ônibus ontem a tarde e hoje, os motivos que a categoria protesta e sobre um possível envolvimento dos donos das empresas de ônibus na manifestação.

Houve a menção de um “locaute” por parte dos patrões de quatro empresas de ônibus, sem mencionar o nome delas, mas até este momento, exatamente 4 empresas de ônibus não estão operando que são: Santa Brígida, Sambaíba, Ambiental e Gato Preto. Locaute em termo puro do dicionário é o ato da recusa por parte da entidade patronal (empresas de ônibus neste caso) em ceder aos trabalhadores os instrumentos de trabalho necessários. Seria uma “greve” realizada pelo empregador e não pelos empregados.

“claro que há uma suspeita em relação a isso, ainda não confirmada, até porque nós temos 4 empresas que não tem nenhum ônibus circulando.” disse Covas.

Perguntado sobre a pautas da categoria como o não pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e da nova licitação do transporte na cidade, Covas disse:

“É importante destacar, a Prefeitura está em dia com os pagamentos devidos as concessionárias de ônibus, portanto qualquer verba trabalhista a ser reclamada pelos funcionários, não está deixando de ser paga por conta de repasse não feito da prefeitura a estas empresas. Inclusive nos colocamos a disposição de antecipar as receitas caso necessário, para que elas resolvam o problema de fluxo de caixa e pagar os trabalhadores.
Em relação a nova concessão, isto não é nenhuma novidade na cidade. Desde 2013 a cidade convive com contratos emergenciais e vem discutindo a nova concessão do ônibus na cidade de São Paulo e só agora as vésperas da assinatura do contrato, vem essa questão de rediscutir o novo sistema, algo absurdo porque essa discussão foi feita de forma pública, audiências públicas, edital público e as empresas participaram de forma espontânea.”

O Prefeito também comentou sobre outra pauta da categoria que seria taxar os carros por aplicativo:

“Agora o sindicato apresenta uma pauta de reivindicações que inclusive fala em taxar o Uber na cidade de São Paulo, eu não consigo entender como é pauta de cobrador e motorista de ônibus aumentar o imposto do Uber na cidade.”

Por fim, Covas completou que a nova licitação não significa que retirar ônibus vai aumentar o tempo de espera ou viagem e que hoje operam em déficit, sobre isto covas disse:

“O novo sistema vai reorganizar as linhas para dar mais agilidade. Hoje temos linhas que se sobrepõe e que concorrem com CPTM e Metrô e por isto será reorganizado. Não da para comprar o sistema atual com o que pretendemos implantar. A mudança não se dará da noite para o dia, será gradual e não haverá demissão em massa. Inclusive orientamos que as empresas não realizem novas contratações e reaproveitem os funcionários, para não demitir ninguém. Ainda hoje a Prefeitura com as passagens arrecadamos 5,5 bilhões de reais e ainda colocamos 2,5 bilhões para fechar a conta no transporte, retirando recursos da saúde, cultura, esporte e educação por exemplo. Se a prefeitura ao longo da historia escolheu não cobrar tarifa de parte da população, o dinheiro precisa sair de algum lugar e sai dos cofres públicos.” concluiu o prefeito.

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