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Funcionários da ViaMobilidade ameaçam demissão e denunciam problemas de trabalho

Documentos que o site teve acesso, informam problemas de saúde, falta de respaldo da empresa e pressão acima do tolerável no desempenho das funções.

Publicado: 14/10/2024 às 10h02

A ViaMobilidade, concessionária operadora das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda de trens aparenta estar vivenciando uma crise interna no que se trata dos seus funcionários.

Recentemente a empresa realizou um reajuste salarial que gerou mais descontentamento que satisfação dos seus colaboradores, devido a forma no qual aconteceu.

Denúncias enviadas ao setor de relacionamento profissional da concessionária mencionam queixas de um aumento entre 10 a 15% nos pagamentos aplicados apenas para mulheres, gerando uma diferença no valor remunerado aos homens na mesma função.

Não fosse o suficiente, um documento interno que tivemos acesso, mostra o relato de um colaborador que após meses e meses de sobrecarga de serviços, exaustão e problemas emocionais desenvolvidos pela rotina desgastante de trabalho, decidiu pedir demissão para cuidar de sua saude.

Nesta queixa a pessoa destaca uma humilhação sendo obrigada a ensinar pessoas, ficar sem almoço, sem café e ter que trabalhar sozinha em uma estação inteira, sem cobertura ou apoio da ViaMobilidade, como descrito abaixo.

”Em conversa com a supervisão, foi cobrado horários, presença na operação. Solicitei troca de estação [devido problemas de saúde], solicitei ajuda psicológica e percebi que não teve essa sensibilidade.”

O colaborador conclui ainda a queixa pedindo para seus colegas exigir o mínimo de condições de trabalho e não fiquem quietos diante de problemas no emprego (documento editado para preservar identidades).

Outro relato de um ex-funcionário cita inclusive doença contraída durante o trabalho.

“…contrai uma Hérnia de Disco e fiz uma cirurgia emergencial, depois fui mandado embora depois de uma quebra da ordem na estação, me mandaram embora com metade da equipe, e com os líderes que deram a ordem nada fizeram.”

Atos como protestos, uma paralisação ou demissão de grupos de pessoas em uma vez somente, não estão descartados. Inclusive pouco tempo atrás a Tic Trens contratou parte da diretoria e outras áreas, conforme noticiou o site MetrôCPTM.

O sindicato do setor também está ausente, pois não tem se manifestado ativamente na defesa dos seus representados, os ferroviários destes dois ramais, criando uma sensação de que estão abandonados e sozinhos no enfrentamento do problema.

Questionamos a ViaMobilidade sobre essas reclamações e por meio de nota, a concessionária informou que não recebeu o conteúdo desta matéria e que está à disposição para esclarecimentos.

“A ViaMobilidade informa que não recebeu esse conteúdo em qualquer canal oficial até o momento. A concessionária reforça que está sempre à disposição para quaisquer esclarecimentos.”


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Um comentário

  1. Felipe

    Os maquinistas das linhas 8 e 9 também estão fadigados com a carga horária que foi aumentada de 8 para 10 e 11 horas. Muitos ficam sem fazer refeições.

    A CCR/ViaMobilidade explora todos os ferroviários.

    O sindicato da categoria é o Socoracana, é o mesmo que nada, inerte e omisso.

    1. Felipe

      Vamos todos denunciar. A lei que torna obrigatória a igualdade salarial entre homens e mulheres quando exercerem trabalho equivalente ou a mesma função. PL 1.085/2023 foi aprovado no mês passado pelo Congresso Nacional.

      Vamos denunciar juntos! Maquinistas e Seguranças. A diferença salário também está acontecendo entre maquinistas. As mulheres receberam 5% de aumento enquanto os homens seguem sem aumento. Todos trabalham igualmente, sem DISTINÇÃO.

  2. Haisenberg

    E mais tiraram a escala de 12hrs alegando que era cansativo e os erros seria propenso do cansaço, mas agora querem que paguem horas do saldo negativo do banco de horas fazendo dias puxando 12 hrs de trabalho. Os supervisores também tinham trocado de escala , mas eles ficaram cansados e voltaram para escala 12hrs. Que ironia supervisores consados fadigados e maquinista fazendo 10 hrs de trabalho com o mesmo tanto de voltas que faziam quando era 12hrs , as vezes não dá tempo nem de ir ao banheiro e fazer a hora de almoço. Bora tic trens.

  3. Calos dias

    Carlos
    Esta é mais uma injustiça perpetrada pela Via Mobilidade. Os colaboradores não desfrutam da segurança que deveria ser garantida, e a cada dia surge um novo motivo de preocupação. Ao longo deste ano, foi concedido um reajuste salarial para a categoria dos Técnicos(as), mas a empresa posteriormente revogou os aumentos que alguns desses profissionais haviam recebido por seu bom desempenho. O que estamos presenciando ao longo do ano são diversas evidências de uma má gestão.

  4. Haisenberg

    A via mobilidade não parece uma empresa do grupo CCR. Completamente diferente de outras empresas do grupo.

  5. Gonçalves silva

    Essa exploração não é só na 8 e 9 não, também os funcionários da linha 4 amarela não mais explorados que a 8 e 9 mais lá ninguém fala nada por medo das ameaças que sofrem, já trabalho a 16 anos em várias empresas e é a primeira vez que vejo um funcionário ser obrigado a trabalhar na sua folga lá na linha 4 amarela, ou trabalha ou é mandado embora, e o bom é que as leis trabalhistas não servem de nada.

  6. José Carlos

    Pessoal, sou da linha 5 da Viamobilidade, sofri assédio moral por muito tempo na Viaquatro e Viamobilidade, hoje me encontro em depressão, afastado a quase 6 meses, recebendo valor abaixo do meu salário, cortaram meu vale alimentação.
    Eles me causaram muitos transtornos na minha vida profissional e pessoal, não consigo passar nem perto da linha 5, muito menos voltar ao trabalho.
    Fiz uma denúncia no compliance
    Se houver algum jornalista interessado na minha história pode entrar em contato que dou uma entrevista relatando tudo que acontece

  7. Everton Silva

    Estão brincando com segurança dos colaboradores e passageiros. O maquinista precisa de saúde física e psíquica, afinal ele leva umas 2 mil vidas por viagem no horário de pico. Um erro por exaustão e fadiga pode gerar um acidente trágico com perdas de vidas humanas. Mais isso não importa para a ganância do grupo privilegiado pelas ações autoritária de certos governos. Privatiza que melhora. Graças a Deus não preciso andar nesses trens.

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