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Lei pode alterar nome da estação República do Metrô

Projeto tem como objetivo homenagear a diversidade e cultura presente na região, além de um espaço de resistência da comunidade LGBTI+.

Publicado: 23/05/2024


Foi protocolado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) nesta quarta-feira, 22 de maio de 2024, o Projeto de Lei (PL) 367/24, para alterar o nome da estação República atendida pelas linhas 3-Vermelha e 4-Amarela de metrô.

De autoria da deputada Paula da Bancada Feminista (PSOL), o objetivo é renomear o local para estação República-Orgulho, em referência as ligações da região com a comunidade LGBTI+.

Na justificativa, a parlamentar destaca que a mudança de nome vai garantir a proteção  da memória e do reconhecimento das práticas culturais, sociais cultivadas no Largo do Arouche, ou Largo da Diversidade.

“Essa proposta caminha no sentido de garantir proteção em relação à memória dessa territorialidade, reconhecimento das práticas culturais, sociais cultivadas no Largo do Arouche, ou Largo da Diversidade, como fiel expressão de espaço de desenvolvimento de estratégias e luta pelas garantias de direito para essa população no estado de São Paulo, que buscam e encontram neste território a possibilidade da afirmação de suas identidades, a expressão da diversidade negada para pessoas LGBTI+ de baixa renda, em que muitas vezes a cidadania é transformada em mercadoria, a medida que os acessos são dados a partir fundamentalmente a partir do consumo”,
cita parte do PL

Além disso, é ressaltado no documento que o Coletivo Arouchianos, a Rede Paulista de Educação Patrimonial e a Universidade São Paulo ressaltam o fator histórico e cultural do entorno da estação.

O Largo do Arouche, é um logradouro público situado no distrito da República, em São Paulo/SP. É um lugar historicamente ocupado por populações LGBTQIA+, pretas, pardas, indígenas, brancas, amarelas, imigrantes e moram em bolsões periféricos no centro da cidade ou em periferias pobres na capital/região metropolitana. Esse território central da cidade vem sendo locus das mais importantes manifestações culturais e políticas em prol dos direitos humanos, como também de muitos eventos de extrema violência e descaso governamental com a população. Apesar de todos os embates, esse é o espaço onde muitas pessoas podem se sentir livres para se expressar e serem quem são, em sua integridade. O Largo do Arouche é um lugar de afeto, de identidades e, principalmente, de resistência na luta pelos direitos da população LGBTQIA+”.

O projeto agora iniciará sua tramitação na ALESP por meio de comissões parlamentares específicas, entre elas a de transportes, onde os membros deverão debater a sua legalidade, aprovação ou não da medida, antes de seguir para sanção ou veto do governador.

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