Vídeo mostra vigilante atuando em meio ao mato alto, com mosquitos sem qualquer proteção ou abrigo do sol e chuva.
Publicado: 22/04/2024
Imagens publicadas em grupos de mensagens que o Diário dos Trilhos teve acesso, trata de denúncias realizadas por funcionários da empresa Gocil, de péssimas condições de trabalho na segurança de instalações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Segundo relato de alguns trabalhadores, os vigilantes que prestam serviço na Linha 7-Rubi ainda sob administração da estatal ferroviária, tem se deparado com condições insalubres, colocando em risco a acidentes de diferentes tipos.
Um exemplo é o posto de segurança localizado antes da estação Perus, em meio ao matagal sem qualquer ambiente adequado.
Outros locais apresentam problemas parecidos, como em Francisco Morato, extensão da Linha 7 até Jundiaí, Caieiras e entre outros.
No vídeo publicado é possível ver um vigilante parado em um local de mato alto, acima da altura de uma pessoa, mosquitos voando em volta e sem qualquer proteção, como um banco, cadeira ou casa que proteja esses trabalhadores do sol e da chuva.
Veja abaixo imagens mostrando as condições ruins de trabalho denunciadas.
Em nota, a CPTM ao ser questionada sobre as reclamações, informou possuir vigilância patrimonial nas suas 57 estações em cinco linhas de trens que atendem a Região Metropolitana, onde os funcionários ficam somente três horas em locais ao longo dos trilhos, em regime de revezamento.
Além disso, a contratada deve fornecer todo equipamento necessário como capa de chuva, lanterna e luva descartável.
“Os postos de vigilância da CPTM em suas cinco linhas são prestados geralmente em estações e eventualmente ao longo do trecho. Todas as 57 estações são equipadas com estrutura de sanitário e refeitório.
Quando o serviço é prestado ao longo da via, a permanência máxima do vigilante é de três horas, pois é feito um revezamento com o vigilante que está na estação e, ao retornar, o colaborador tem acesso a toda infraestrutura necessária para alimentação e descanso.
O colaborador recebe da empresa contratada equipamentos como lanterna, capa de chuva, luva descartável, e todo o EPI necessário para a prestação do serviço.”
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Se os funcionários estão reclamando, alguma razão eles têm. Como usuário, já vi “pontos de segurança” cobertos com tábuas e lona, tudo improvisado. Isso me faz crer que a CPTM não está se importando com o local em que eles fazem a segurança. Que seja 3 horas, mas são 3 horas que a pessoa pode ficar fazendo vigilância no frio, no sol extremo ou na chuva. Nem sempre ficam próximos da estação. E se bater vontade de usar o banheiro neste intervalo? Usa o mato? A CPTM tem decaído cada dia mais. Moro em Mogi das Cruzes e até hoje não engulo a “estória” de problemas na subestação de energia de Brás Cubas. Há uma demora nos trens que vêm ou partem da Estudantes ruma a Capital, cada dia mais lotado, abarrotado, desumano. E para este governo de merda, a primeira ordem é privatizar, jogar companhias tão essenciais para a sociedade na mão de empresas que priorizan o lucro. Enfim, estamos na merda.
Enquanto os vig estão no sol nas plataformas e nos vagões os agentes concursados da CPTM ficam horas em uma sala sem fazer nada outro detalhe a gocil tem umbrelones para os postos mas pelo vídeo se nota o tamanho do mato a poda dessa grama é de responsabilidade da CPTM não da gocil se notificado esse QRA pode ser demitido por justa causa vocês tem noção disso?