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Governo de São Paulo assina com Governo Federal destravamento para implantação do Trem Intercidades

O acordo firmado nesta sexta (4) permitirá ao Estado licitar o trecho norte do TIC.

Publicado: 04/11/2022

Governador Rodrigo Garcia durante a assinatura do documento. Foto: Divulgação Governo do Estado de São Paulo

O Governo de São Paulo assinou com o Ministério da Infraestrutura nesta sexta-feira, 4 de novembro de 2022, um acordo de cooperação técnica para destravar de vez o processo de licitação do Trem Intercidades que ligará a Barra-Funda em São Paulo até Campinas no interior.

A assinatura do documento permite a atual gestão de Rodrigo Garcia e a próxima de ter as condições necessárias para viabilizar a implantação e a operação do TIC Eixo Norte, podendo lançar o edital da licitação da PPP (Parceria Público Privada).

Agora o Governo do Estado pode encaminhar as diretrizes do projeto para a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e ao DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) norteando as ações necessárias da implantação do novo sistema na região atendida, superando um dos últimos entraves que surgiu após a assinatura da prorrogação  da concessão das vias de carga para a MRS Logística S.A.

SOBRE O TREM INTERCIDADES

Denominado “Projeto TIC Eixo Norte”, será a concessão da Linha 7-Rubi e a criação de outros dois serviços ferroviários que levarão o trem urbano até a cidade de Campinas, sendo eles o TIC (Trem Intercidades) e o TIM (Trem InterMetropolitano), com investimento de aproximadamente R$ 10 bilhões.

O vencedor na ocasião, terá o tempo de 30 anos de contrato para fazer a exploração do sistema como um todo, e para assinar tal contrato, comprovar experiência na operação de transportes ferroviários.

De acordo com o então secretário dos Transportes, Alexandre Baldy, existem projeções de fases futuras para o Trem Intercidades chegar em Sorocaba, Americana, Rio Claro, São José dos Campos e em Santos, no litoral, ainda sim sem data definida, ficando como outros projetos para o futuro.

Segundo as premissas do Trem Intercidades, o transporte de passageiros e de carga deverá ser segregado, separando suas operações para evitar que as vias sejam compartilhadas, o que impacta no tempo de viagem e causa transtornos aos passageiros.

Para isto, o novo concessionário e a MRS Logística vão trabalhar em conjunto para elaborar e implantar uma via exclusiva de trens de carga no trajeto, em paralelo durante as obras, também a criação de uma via exclusiva do TIC ao lado das vias do trem convencional (trem parador).

Para melhor entendimento, veja abaixo como será cada um destes três meios de transporte:

*Trem Intercidades:

– 101 km de extensão com três estações (Palmeiras-Barra Funda, Jundiaí e Campinas);
– tempo de viagem aproximado de uma hora e quatro minutos;
– trem com capacidade para transportar 800 passageiros sentados em uma composição
diferente da tradicional, prevendo contar com serviço de bordo.

*Linha 7-Rubi:

– 35,2 km de extensão no trecho entre Palmeiras-Barra Funda e Francisco Morato;
– projeto prevê um intervalo médio entre os trens de  4 minutos, mas buscando chegar a 3
minutos, em 50 minutos de viagem o tempo total.
– cada trem tem a capacidade de transportar 2 mil passageiros em pé e sentados em cada viagem.

*Trem InterMetropolitano:

– extensão de 65,8 km com nove estações, sendo as já existentes entre Francisco Morato e Jundiaí e acrescentando as estações de Valinhos, Louveira, Vinhedo e Campinas;
– a estimativa é de um intervalo médio entre os trens de 15 minutos nos horários de pico e um tempo total de 55 minutos a viagem;
– o transporte de passageiros por trem é similar ao da Linha 7-Rubi, 2 mil passageiros em pé e sentados.

O TIC contará com um total de 15 trens novos de alta capacidade de velocidade, podendo chegar a 140 km/h, maior conforto e com serviço de bordo (previsão) para concluir na média de em uma hora o trajeto entre a Barra-Funda e Campinas.

Estes novos trens elétricos deverão ser comprados e foi escolhido o trem elétrico e não o transporte a diesel, para também contribuir com uma menor emissão de gases poluentes e uma menor agressão ao meio ambiente.

A tarifa será um valor maior, mas equivalente ao pago no transporte rodoviário, podendo chegar ao preço máximo de R$ 55,30, mas não será compatível com a operação da Linha 7-Rubi e TIM, ou seja, os outros dois serviços vão ter a tarifa igual as demais linhas de trem e Metrô, atualmente este valor é de R$ 4,40.

Além da receita tarifária, o concessionário poderá obter receitas financeiras com outras formas como o aluguel de espaços físicos nas estações, espaços de publicidade, estacionamentos para veículos, entre outros.

Veja abaixo uma imagem que explica como será o plano de vias segregadas para evitar problemas de trens de carga e passageiros juntos na mesma via.

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Um comentário

  1. Jonas

    Quais serão todas as cidades interligadas com essa implantação?

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