Valdevan Noventa e mais cinco diretores estão proibidos de acessar a sede da entidade. A diretoria é investigada pela Polícia por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e cobrança de propinas.

Publicado: 26/08/2022

Valdevan Noventa (com microfone na mão) discursando para trabalhadores durante ato sindical em São Paulo. Foto: SindMotoristas

Toda a diretoria do SindMotoristas, sindicato que representa os trabalhadores do transporte coletivo da cidade de São Paulo, foram afastados por uma decisão da Justiça nesta quinta-feira, 25 de agosto de 2022.

A decisão determina que Valdevan Noventa, presidente da entidade e Francisco Xavier da Silva Filho, Valdemir dos Santos Soares, Valmir Santana da Paz, Antônio Gonçalves de Miranda e Irenildo Ferreira dos Santos fiquem impedidos de entrar no sindicato e exercer atividades pertinentes à ação sindical.

O pedido da polícia era para afastar quase 20 pessoas, mas a Justiça acatou o pedido para o presidente e mais cinco diretores.

A cúpula do SindMotorista é apontada como envolvida em vários crimes como lavagem de dinheiro, ocultação de bens, organização criminosa e denúncias de trabalhadores do transporte público, apontam até ameaças de morte. Já a Polícia Civil informou no ato da Operação Chapelier que a contribuição sindical anual que é voluntária era feita de maneira obrigatória, com a intimidação aos motoristas e cobradores, sendo que o dinheiro arrecadado não seria revertido em prol dos funcionários do setor.

Além disso, supostas negociações com empresas de ônibus em troca de benefícios pessoais (propinas) eram realizadas pela diretoria, utilizando possibilidades de greve como moeda de troca ou barganha.

De acordo com a polícia no curso da investigação, Noventa é dono de um haras em Sergipe que foi também alvo da operação. Neste imóvel avaliado em R$ 30 milhões, foram encontrados 50 cavalos, sendo um deles avaliado em dois milhões de reais e o papel dos animais seria de “esquentar” o dinheiro obtido de maneira irregular, com os cavalos sendo comprados por um valor baixo e vendidos depois por um valor bem maior.

Em cumprimento de mandados de busca e apreensão, na residência do sindicalista na cidade de Taboão da Serra, a polícia encontrou 160 cestas básicas doadas por empresas que seriam destinadas aos trabalhadores do transporte público, mas estavam armazenadas e guardadas indevidamente na sua casa, configurando possível desvio destes produtos.

Em nota, o SindMotoristas disse que a diretoria segue trabalhando normalmente, já que ninguém foi notificado sobre o tema e que tomará as medidas judiciais cabíveis.

Leia a seguir a nota na íntegra.

”Diante da repercussão e notícias veiculadas na imprensa sobre a recente decisão judicial que trata do afastamento de diretores do Quadro Executivo do Sindmotoristas, a Assessoria de Imprensa da entidade informa que, até o presente momento, nem o sindicato e tampouco os referidos diretores foram notificados sobre o tema.

Até então, toda diretoria segue ATUANDO E RESPEITANDO a justiça, bem como tem colaborado para todos os passos e andamentos do inquérito e processo em trâmites.

Oportunamente, o Departamento Jurídico da entidade tomará todas as medidas judiciais cabíveis.”


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