Número de pessoas demitidas em 2021 foi 24 vezes maior do que a quantidade de novos contratados.

Publicado: 30/05/2022

Foto: Diário dos Trilhos

Ao circular pelas estações e demais dependências do Metrô de São Paulo, notamos um certo abandono em algumas áreas que pouco anos atrás eram sinônimo de excelência ou referência para outras administradoras de transporte pelo país e parte deste retrocesso pode estar descrito nas informações do quadro de funcionários atual.

Informações presentes no “Relatório Integrado 2021” da companhia, aponta que desde 2015 a empresa vem demitindo mais pessoas do que contratando e portanto, diminuindo o número de pessoas que entre outras tarefas, também auxiliam os usuários.

Apenas no ano de 2021, quando o Metrô alcançou a marca e menor número de trabalhadores, 267 pessoas deixaram a companhia e somente 11 foram contratadas, fechando o ano com 7.736 empregados, isso entre operações (seguranças, agentes de estação, entre outros), manutenção, administração e de expansão (o cargo não é especificado, mas deve se tratar de pessoas aplicadas quanto as obras de novas linhas e estações, como no caso da Linha 2-Verde).

Mesmo depois da privatização da Linha 5-Lilás, quando em teoria muitos colaboradores foram transferidos para as linhas 1-Azul, 2-Verxe, 3-Vermelha e 15-Prata, isto não foi suficiente para se refletir em melhoria na operação.

Programas importantes que antes eram mais expressivos como o Jovem Cidadão, que permitia um primeiro emprego para jovens no ensino médio, ensinava a rotina metroviária e principalmente no auxílio aos passageiros e reforço no quadro de pessoas em estações, se encontra atualmente descontinuado.

No mesmo relatório no ano de 2019, apenas 163 novas pessoas entraram para a companhia que perdeu 829 funcionários no mesmo período.

Resultado disto em 2022, são o aumento da insegurança como no caso de roubos e furtos em estações, o fechamento de acessos e entradas como na Luz, Anhangabaú e Sé, onde parte das entradas não funciona no horário completo da estação. Anteriormente a empresa atribuiu isto à pandemia, mas depois do retorno à normalidade, eles continuam fechados devido a ausência de trabalhadores suficientes para atender o local.

Seguranças antes presentes em todas as estações, hoje trabalham em duplas, disputadas por alguns locais, já que não tem agentes suficientes para todas as estações, com as “menos problemáticas” ou com um fluxo menor de passageiros, ficando desguarnecidas.

Outro problema notado, é uma maior demora para atendimento de denúncias ou pedido de ajuda por meio do SMS denúncia, algo percebido neste final de semana durante a Virada Cultural, com queixas de pedido de auxílio não atendido.

O documento mostra os dados de colaboradores de 2015 até 2021, quando se percebe a “perda” de material humano que contrasta com um aumento no número de passageiros como pode ser visto na tabela abaixo.

No mesmo período o número de passageiros estava em crescente até a pandemia.

Até maio deste ano, não se tem previsão de novo concurso público em grande escala para repor ou aumentar mesmo que de forma tímida o número de funcionários.

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5 comentários »

  1. Pois é, PEDINTES nóias nas estações Barra Funda e Santa Cruz praticamente “ameaçando e enquadrando” o passageiro…..
    Esse é o “conforto e segurança” que o metrô de São Paulo alega oferecer aos passageiros….

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  2. E quem disse q está somente no metrô este esquema?
    O mundo está fazendo isto devido a N sistemas tecnológicos, simples assim …banco comércio mercados livrarias bancas de jornais portarias de estabelecimentos condomínios e por ai afora. Seres hum. tendo q se reinventar para pagar contas e patronado se livrando das obrigações trabalhistas e facilitando a modernidade.

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