A colaboradora estava trabalhando na estação de Rio Grande da Serra.

Publicado: 27/04/2022

Foto: Diário dos Trilhos

Uma dupla foi presa na manhã desta quarta-feira, 27 de abril de 2022, suspeita de agredir com socos e chutes uma funcionária da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) na estação de Rio Grande da Serra.

A agressão aconteceu no último dia 20 e a dupla era procurada pelo crime, que aconteceu na plataforma da estação após as catracas.

A motivação ao certo é desconhecida, mas aconteceu logo depois do homem e mulher entrarem na estação. As agressões partiram da pessoa do gênero feminino, sendo contida por seu acompanhante. Eles entraram no trem em seguida e foram embora sem ser incomodados.

Porém nesta manhã acabaram por ser reconhecidos na estação de Jundiaí, vindo a ser detidos por agentes da CPTM na estação de Francisco Morato, na sequência encaminhados para a delegacia onde o Boletim de Ocorrência foi elaborado.

As mulheres que trabalham na empresa acabam ficando em situação de vulnerabilidade, especialmente com um quadro de trabalhadores reduzido, obrigando rotinas cada vez mais estressantes e perigosas.

Também na Linha 7-Rubi, poucas semanas atrás uma funcionária foi agredida na estação de Campo Limpo com socos por um homem após impedir o mesmo de entrar em pagar, orientando ele para efetuar a compra da passagem, o que não foi aceito pelo agressor. Neste dia ela estava sozinha nos bloqueios, sem o auxílio de outros colegas de trabalho ou de seguranças.

Ela ficou desmaiada e precisou ser levada ao hospital. A companhia não se manifestou publicamente sobre o ocorrido, porém comunicados internos pediam para os colaboradores “tomarem mais cuidados” e procurar atuar de maneira que não cause irritações ou desconfortos em passageiros, evitando assim situações de escalada de violência ou conflitos.

Homens que também atuam pela empresa ferroviária passam por situações desagradáveis, mas para todos eles a cada dia os problemas ficam mais evidentes. É de nosso conhecimento inclusive a falta de pessoas para a chamada “rendição” para o horário de refeições, por exemplo, quando um ferroviário precisa sair da estação que está, ir até outra para que o outro trabalhador possa almoçar ou jantar, deixando outros locais desguarnecidos. O agravante neste déficit é mais um programa de incentivo da “demissão voluntária” estar em andamento.  

A falta de material humano em quantidade adequada acaba respingando no passageiro do dia a dia, este que em situação de dúvida ou necessidade de algum auxílio pode encontrar dificuldades para ser atendido.

Este caso de Campo Limpo Paulista, foi um dia depois da CPTM retirar os vigilantes terceirizados dos bloqueios para colocar eles em outros locais.

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