Sindicato e Governo do Estado chegaram a um acordo quanto as reivindicações em uma negociação ao vivo na TV, uma forma pouco profissional de se resolver um problema da população. A operação dos trens será normalizada gradualmente.

Publicado: 24/08/2021

Foto: Diário dos Trilhos

Em uma negociação ao vivo transmitida na TV na tarde desta terça-feira, 24 de agosto de 2021, um acordo entre o Governo do Estado de São Paulo e Sindicato da Central do Brasil foi celebrado, colocando um fim a greve iniciada nesta madrugada.

Mostrando uma ausência de profissionalismo, mas com elementos de populismo, Datena, Alexandre Baldy e Alexandre Múcio, respectivamente, apresentador do Brasil Urgente da TV Band, secretário dos Transportes Metropolitanos e diretor do sindicato da categoria, por mais de 30 minutos debateram abertamente os termos para chegar a um entendimento, com o apresentador de forma bizarra, agindo com um mediador.

De acordo com Alexandre Múcio, diretor-geral do Sindcentral, em 40 minutos os trabalhadores vão retornar aos seus postos de trabalhos, iniciando a normalização da circulação dos trens nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade aconteça a partir das 19h.

A greve se iniciou após a categoria recusar a proposta da CPTM referente ao reajuste salarial e o cronograma de pagamento da PPR (Programa de Participação nos Resultados), mesmo motivo que resultou a paralisação de outras linhas anteriormente.

A decisão de conceder um aumento salarial foi retirada após a CPTM recorrer na justiça, algo que o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, havia dito que não seria feito.

Na ocasião, o desembargador da justiça do trabalho, Rafael Ribeiro, determinou um aumento salarial incluindo o período retroativo sem reajuste, de 3,63% para 1º de março do ano passado e de 6,36% para 1º de maio de 2021.

A PROPOSTA DA CPTM

A CPTM ofereceu um reajuste de 4% em agosto deste ano e outros 6% de aumento a partir de janeiro de 2022, mas com parcelamento retroativo deste valor a partir de fevereiro.

Segundo o presidente da CPTM, Pedro Moro, ainda está sendo discutido o índice deste reajuste, com a companhia utilizando o indicador do IPC Fipe.

Já sobre o dissídio coletivo, foi ofertado um reajuste de 4% a partir de agosto, retroativo ao mês de março de 2020, além do pagamento da PPR (Programa de Participação nos Resultados) em duas parcelas sendo a primeira em 10 de agosto, e a outra metade em 10 de janeiro de 2022.

DEMISSÕES FORAM REALIZADAS

Durante a manhã desta terça (24), dez funcionários foram demitidos devido a realização da greve, mas é pedido pelo sindicato a revisão destas demissões para que seja possível negociar o término da greve.

Este pedido sindical está foi analisado pelo Governo do Estado de São Paulo por meio do secretário Baldy, que afirmou de se realmente é necessário readmitir os dez trabalhadores demitidos para por o fim a greve, isto será feito. Entretanto deixou claro a insatisfação do sindicato sempre colocar suas pautas acima de tudo, e do bem da população, demonstrando que em questões futuras as abordagens pela gestão estadual serão com maior intransigência, ou seja, com menor flexibilização.

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