Em delação premiada, Sérgio Brasil contou como funcionava o esquema de corrupção que envolveu políticos e empreiteiras.

Foto: Wilson Paulino

(Com informações da TV Globo)

O ex-diretor do Metrô, Sérgio Brasil em depoimento na Operação Lava Jato ao qual recebeu  o benefício da delação premiada, contou em detalhes o esquema de corrupção no Metrô de São Paulo que envolveu, obras e projetos na Linha 2-Verde, 5-Lilás e 6-Laranja.

Em um período de dez anos, Sérgio se reunia com executivos das empreiteiras para receber propinas em dinheiro vivo. Segundo ele cada envelope variava entre R$ 30 mil e R$ 60 mil reais periodicamente, durante o andamento das obras.

“Tinham recebimentos periódicos, foi eu diria em torno de três anos, foi a duração da obra mais ou menos. Não era mensal, mas tinha uma regularidade.” disse Sérgio Brasil em depoimento.

Sérgio Brasil, ex-diretor do Metrô durante depoimento. Foto: Reprodução TV

O esquema envolveu três construtoras (Camargo Correa, Andrade Gutierrez e Odebrecht), partidos políticos (PSDB, PFL que agora é o DEM, PTB e PPS), e membros dos governos de José Serra e Geraldo Alckmin enquanto eram governadores.  O ex diretor negociava aditivos nas obras, aumentando o valor dos contratos e tempo dos empreendimentos, deixando as obras mais caras e com atrasos. Quanto aos políticos envolvidos, na delação Geraldo Alckmin, José Serra e o atual vice-governador, Rodrigo Garcia, segundo Sérgio Brasil, não receberam vantagens diretas, entretanto, membros do primeiro escalão dos governos citados acima, apesar de não receber propina, sabiam do esquema fraudulento.

S. Brasil foi condenado a 7 anos de prisão e na sua delação se comprometeu a devolver aos cofres públicos seis milhões de reais que recebeu ilegalmente, e já entregou a força tarefa da Lava Jato, notas fiscais falsas, extratos de sua movimentação bancária, copias de emails entre ele e representantes das construtoras e histórico de editais que foram modificados.

Posicionamento das partes citadas por Sérgio

Em resposta ao questionamento da TV Globo, o partido político PFL atual DEM, negou o recebimento de dinheiro ilegal e que desconhece o teor da denuncia. O PTB disse que suas contas sempre foram aprovadas pela justiça eleitoral e não receberam recursos indevidos. Já o PSDB disse desconhecer os fatos narrados e que não recebeu dinheiro ilegal.

Geraldo Alckmin diz desconhecer o teor das declarações e José Serra que não é citado como beneficiário na delação e que jamais recebeu vantagens indevidas. Sobre o vice-governador Rodrigo Garcia, o Palácio dos Bandeirantes disse que se trata de uma acusação sem fundamento e que ele já foi inocentado no Supremo Tribunal Federal (STF) por falsas acusações referentes ao Metrô.

A construtora Camargo Correa disse que teve papel determinante nas investigações de irregularidades envolvendo obras do Metrô de São Paulo. “A empresa informa que as denúncias ora investigadas são resultado direto do acordo de leniência e dos acordos de colaboração firmados, respectivamente, entre a companhia e ex-executivos com o Ministério Público. As duas construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez disseram colaborar com a justiça e que tem total interesse em esclarecer os fatos.

A matéria completa, com vídeo e mais detalhes está no link abaixo:

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/08/29/propina-para-obras-do-metro-de-sp-eram-pagas-com-dinheiro-vivo-em-encontros-em-restaurantes-diz-ex-diretor.ghtml

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