Representantes de empresas querem mudança de local do pátio de trens.
Publicado: 08/10/2025 às 14h03
Gente diferenciada? Um grupo de empresários/comerciantes da região da Mooca, na cidade de São Paulo, se manifestaram contrários às obras de construção da Linha 16-Violeta do metrô.
A menção acima remete a uma questão da época de construção da Linha 4-Amarela, quando um grupo de pessoas conseguiu retirar a estação de dentro do bairro de Higienópolis, no centro.
No caso da Mooca, o projeto nesta semana teve detalhes revelados dos locais das estações e afins, realizou a sua primeira audiência pública nesta terça-feira (7). O motivo do descontentamento é a intenção do Governo de São Paulo utilizar cerca de 100 mil metros quadrados na Avenida Henry Ford para implantar o pátio de estacionamento e manutenção dos trens.
A chegada do metrô neste ponto representa a demolição de galpões que atualmente abrigam várias empresas, com estes comerciantes temendo sair do local onde estão por muito tempo, além de gerar desemprego.
Na audiência entre os presentes, apenas os empresários, uma vereadora e representante do Shopping Mooca se inscreveram para falar sobre o assunto, a Linha 16-Violeta, sem a participação de moradores, por exemplo, que por motivos desconhecidos, ou não compareceram ou optaram por não comentar.
O ponto de destaque sobre a linha do metrô, porém, foi um assunto foco de todos que falaram, o Pátio na Henry Ford, todos eles contrários à obra.

A vereadora Edir Sales destacou a existência de uma área disponível do outro lado dos trilhos da Linha 10-Turquesa, na Avenida Presidente Wilson, que poderia abrigar essa estrutura, com menor impactos à economia e à rotina do bairro.
Já o representante do Shopping Mooca, por sua vez, pontuou que o centro de compras pensa em expandir em 50% o empreendimento, no entanto, mesmo estando a 700 metros da obra, pode sofrer impactos negativos com a chegada do pátio de trens, pode deteriorar o entorno afastando a atratividade e impactar o bairro.
“Esse risco de um pátio de manobras a 700 metros do Shopping vai possivelmente afastar essa atratividade do local e é por isso que o Shopping está bastante preocupado”, destacou.
Pouco depois, outro empresário do bairro foi categórico ao afirmar que a presença do metrô na região não traz benefícios para o bairro e a cidade.
“Nós estamos aqui querendo discutir soluções e nós vimos que um pátio de manobra não vai agregar nada à nossa cidade ou ao nosso município. Ele vai ficar simplesmente uma área concretada e com um monte de aço estacionado.”
A audiência pública é o momento em que as manifestações coletadas podem gerar mudanças no projeto da nova linha, inclusive em locais dos canteiros de obras. Em paralelo as contribuições da sociedade estão sendo recebidas online até o começo de novembro.

A Linha 16-Violeta
A primeira fase terá 19 quilômetros (km) de extensão, percorrendo 16 estações – entre Teodoro Sampaio, na Zona Oeste, e Abel Ferreira, na Zona Leste. O trajeto deverá ser percorrido em 30 minutos. A previsão é transportar 475 mil passageiros diariamente e os nomes das paradas ainda são algo preliminar.
Integração com as linhas 1-Azul, 2–Verde, 4-Amarela, 6-Laranja e 10-Turquesa estão projetadas na primeira fase, além de no futuro, ainda sem uma meta definida ou prazos, expandir a linha até a Cidade Tiradentes, onde se encontraria com o monotrilho da Linha 15-Prata.
As estações serão as seguintes na Fase I da construção:
– Teodoro Sampaio
– Oscar Freire
– Nove de Julho
– Jardim Paulista
– Parque do Ibirapuera
– Dante Pazzanese
– Ana Rosa
– Parque Aclimação
– Parque Independência
– São Carlos
– Paes de Barros
– Vila Bertioga
– Álvaro Ramos
– Regente Feijó
– Anália Franco
– Abel Ferreira
O projeto tem custo estimado em R$ 37,5 bilhões para a sua construção, devendo entrar em funcionamento no ano de 2035. A obra deve ser tocada pela iniciativa privada, uma vez que o lançamento do edital e leilão estão programados para o ano que vem.
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Só tem metro para os mais ricos e aí não querem enquanto aqui em Itaquaquecetuba, poa, Suzano, Mogi e região nos vivemos no abandono. Trás o metrô pra cá já que não querem mesmo