O valor do contrato é elevado e chega a 60 milhões de reais.
Publicado: 13/06/2025 às 13h19
O Metrô de São Paulo vai destinar R$ 9,5 milhões para mais contratações no processo de terceirização de alguns setores, conforme documento divulgado nesta sexta-feira (13).
Este valor será para remuneração da empresa Works Construção e Serviços Ltda., que possui funcionários executando dentro do Metrô, funções antes exclusivas de trabalhadores concursados.
De acordo com o aditivo número 01, a quantia total de R$ 9.524.853,00 (nove milhões, quinhentos e vinte e quatro mil, oitocentos e cinquenta e três reais), aportada eleva para R$ 60.899.145,97 (sessenta milhões, oitocentos e noventa e nove mil, cento e quarenta e cinco reais e noventa e sete centavos) o contrato, resultando na adição de mais postos de funcionários.
No posto de serviço na função de agente de atendimento, a quantidade total no contrato passa de 8.580 para 9.242 com remuneração individual de R$ 4.376,34.
Além disso, foram incluídos no contrato mais dois postos de atendimento, com carga horária de seis horas por dia, conforme tabela abaixo.
Apesar do valor parecer uma boa remuneração, é importante destacar que em contratos de terceirização, este pagamento não representa o salário pago ao funcionário, uma vez que a contratada também é remunerada de certa forma no contrato.
Outro ponto é que cada posto corresponde a seis horas diárias de trabalho, sendo que o dia possui 24 horas, então a cada posto, são quatro pessoas, além de folguistas e cobertura de férias.

Conforme o documento, estes postos de trabalho ocupados por funcionários da Works, devem atuar em várias situações, como prestar informações aos passageiros, auxiliar nas catracas, orientações e entre outras tarefas, algo similar ao executado pelos agentes de estação, estes que foram contratados nos antigos concursos realizados pelo Metrô.
A medida é criticada pelo Sindicato dos Metroviários, que destaca o período de pelo menos oito anos que não são realizadas novas contratações por meio de concurso, e o déficit de funcionários no Metrô chega a 20% no número ideal. Porém, a companhia opta por terceirizar setores vitais para a operação do sistema, no que a entidade nomeia de “processo de sucateamento”, para facilitar o discurso e intenções de privatizar as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.
O Metrô não foi procurado pela reportagem, entretanto o espaço permanece aberto caso a companhia deseje se manifestar sobre o assunto.
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