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Prefeitura de São Paulo vai à Justiça contra greve de ônibus marcada para sexta (7)

Segundo o prefeito, será solicitado 100% da frota nas ruas nos horários de pico.

Publicado: 04/06/2024

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, durante coletiva de imprensa nesta terça-feira,4 de junho de 2024, afirmou que a Prefeitura vai à Justiça contra a greve dos motoristas e cobradores de ônibus marcada para a próxima sexta, dia 7.

De acordo com ele, o pedido será realizado pela Procuradoria Geral do Município (PGM) junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), solicitando que a frota máxima de veículos seja mantida mesmo se houver paralisação.

A prefeitura quer 100% da frota no horário de pico da manhã e no horário de tarde para noite quando o movimento de passageiros é maior, e nos demais horários, 80% dos ônibus rodando.

Para Ricardo Nunes, a categoria está no chamado “estado de greve”, que seria para dar uma espécie de susto na administração pública.

“Olha, com relação à greve, não está decretada a greve, né? O que aconteceu ontem no sindicato, ele fez algo que ele chama de Estado de Greve. É meio assim, para dar um susto na gente, né? Estado de greve e  na sexta-feira, dia 5 [na verdade é dia 7], eles vão ter a assembleia para definirem se eles vão decretar a greve ou não.

Lembrando que o transporte coletivo é um serviço essencial, e por conta de ser um serviço essencial, eles não requer o atendimento de uma legislação específica.

Hoje, à tarde, a procuradora-geral do município, a doutora Marina Magro, vai [estar] ingressando a partir do momento da notícia de que estão em estado de greve, pode ser que venha a ter uma greve, nós vamos ingressar na justiça, como fizemos em todas as outras oportunidades, solicitando que o sindicato, além de atender a legislação, que é comunicar com 72 horas de antecedência, isso está na lei obrigatória, o serviço essencial precisa de 72 horas, e de que eles mantenham 100% da frota no horário de pico e 80% no entrepico.

Essa será a solicitação da Prefeitura de São Paulo, que será realizada e peticionada hoje junto ao Tribunal Regional do Trabalho.”

Segundo o SindMotoristas que representa a categoria, não houve uma nova proposta por parte das empresas de ônibus, mantendo o impasse na negociação salarial.

É pedido pelos trabalhadores através do sindicato,  reajuste de 3,69% pelo IPCA-IBGE, mais 5% de aumento real e reposição das perdas salariais na pandemia na ordem de 2,46% segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

No entanto, foi apresentado pelos empresários, aumento de 2,77% e composição pelo salariômetro em setembro, que já foi rejeitada em assembleia, sem incluir nesta proposta a PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

A paralisação segundo Nailton Francisco do sindicato do setor, a paralisação será de 24 horas como “advertência”, e a greve pode ser ainda evitada, caso até o dia 6, próxima quinta, seja apresentada uma proposta de agrado dos trabalhadores.
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