Ação seria uma “resposta” a última greve em que os trabalhadores reivindicavam o pagamento da PPR referente ao ano de 2020 e que a companhia não pagou e não se mostrou disposta a quitar a pendencia.

Publicado: 19/07/2021

Pessoas esperam a liberação de plataformas na estação Brás para tentar embarcar em trem no dia da greve em 15 de julho. Foto: Diário dos Trilhos

O Governo do Estado de São Paulo está planejando privatizar toda a CPTM, incluindo as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade que não haviam sido mencionadas em projeto deste tipo anteriormente. A afirmação é do secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, realizada neste domingo em suas redes sociais.

De acordo com Baldy ao responder um usuário do sistema ferroviário sobre a greve, classificou a mesma como inacreditável e afirmou que em alguns meses as linhas 8 e 9 estarão sob administração privada, o que deve acontecer em 25 de janeiro de 2021, mas também comentou sobre o edital do Trem Intercidades que incluirá a Linha 7-Rubi e 10-Turquesa, mas colocando no radar as linhas 11, 12 e 13.

Se tudo ocorrer como é planejado pela gestão Doria, essas concessões devem ocorrer até o final do próximo ao, já que em 2022 serão realizadas eleições que dentre os cargos, inclui o pleito para a escolha do cargo de governador.

“Estaremos concedendo as Linhas 8 e 9 da CPTM em alguns meses. Logo abriremos a concessão da Linha 7+Trem InterCidades São Paulo-Campinas, eventualmente incluindo a Linha 10. E ainda devemos abrir concessão das Linhas 11, 12 e 13, depois desta inacreditável greve”, afirmou o secretário.

SOBRE A GREVE

A paralisação foi uma forma de protesto das entidades sindicais e categoria, pela falta de um entendimento entre eles e a CPTM referente a pautas das questões salariais e da PPR (Programa de Participação nós Resultados) referente ao ano passado e que não foi pago até então.

Segundo o Sindicato dos Ferroviários, chegou a ser proposto como ato de protesto trabalhar com as catracas livres, o que foi de pronto recusado pela companhia.

Já a CPTM como forma de tentar frear a greve, conseguiu na justiça uma liminar que obriga 80% da frota operando no horário de pico e 60% dos trens circulando nos demais horários, o que aconteceu parcialmente, já que as linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade funcionaram normalmente.

Antes da paralisação, várias reuniões aconteceram entre as partes, mas como afirmado acima, não foi possível chegar a um acordo, inclusive com a companhia propondo o reajuste zero e uma crise financeira causada pela pandemia da covid-19.

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