Entre as queixas da categoria, estão a privatização das bilheterias, demissões durante a pandemia e a falta de funcionários para diferentes áreas.

Publicado: 18/12/2020

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo em coletiva de imprensa nessa quinta-feira, 17 de dezembro de 2020, expôs problemas aos quais os funcionários estão passando, e isto pode resultar em uma paralisação no mês de janeiro.

Segundo o sindicato, o número atual de funcionários é abaixo do mínimo necessário para que as atividades sejam executadas de maneira segura e eficiente, como exemplificado durante a coletiva.

No início dos anos 90, o Metrô de São Paulo possuía pouco mais de 10 mil funcionários próprios e atendia cerca de 2 milhões de passageiros por dia, o que mudou em relação aos dias atuais com 8.213 colaboradores e atendendo 3,7 milhões/dia. Apenas em 2019 foram demitidos 844 funcionários.

Outro problema é o processo de privatização de todas as bilheterias que deve ser concluído entre março e abril do próximo ano e Metroviários que atuam no CCO (Centro de Controle Operacional) que estão passando por rotinas estressantes e jornada de trabalho em turnos maiores.

O sindicato considera também questionável o novo sistema de QR Code implantado recentemente, já que de acordo com eles não é o Metrô ou CPTM que gerência o sistema, mas sim uma associação e falta transparência sobre o processo.

Por isto a entidade não pretende de fato deflagrar uma greve, mas sim estabelecer um canal direto de comunicação e e tentar evitar demissões mesmo que pelo chamado PDV (Programa de Demissão Voluntária) e viabilizar a contratação de mais funcionários, aliado a um processo de valorização dos colaboradores.

Com isto, a partir de 28 de dezembro os funcionários vão usar adesivos em seus uniformes e entre 4 e 8 de janeiro também vão fazer o uso de coletes.

Outro ponto onde o sindicato quer discutir com a direção da companhia, é a inclusão dos Metroviários em grupo de prioridade para a vacinação do coronavírus, já que estes atuam no transporte público diariamente, local de potencial risco de contágio e por isto precisam ser mais rapidamente imunizados.

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