O político afirmou não ter envolvimento com as operações criminosas que a investigação apura e a empresa de transporte teve 18 veículos apreendidos.

Publicado: 10/06/2022

Foto: Diário dos Trilhos

A Polícia Civil do Estado de São Paulo realizou por meio do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (DEIC) uma operação nesta quinta-feira, 9 de junho de 2022, que resultou na apreensão de 18 ônibus do transporte público da capital paulista e na busca policial na residência do vereador Senival Moura do Partido dos Trabalhadores (PT).

Os coletivos pertencem a TransUnião, prestadora de serviço na Zona Leste que seria utilizada por membros de facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios para a lavagem de dinheiro, além de outros crimes como o assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-diretor da TransUnião, executado em  março de 2020.

A investigação aponta que Adauto seria uma espécie de homem de confiança do vereador, que teria envolvimento com a facção.

Porém o ex-diretor da empresa de ônibus não estava fazendo o repasse correto de valores fruto da lavagem de dinheiro e por isso foi morto.

A operação terminou com duas pessoas presas, uma conhecida como “cachorrão” (Jair Ramos de Freitas) e outra como “sapo” (Devanil Souza Nascimento), envolvidos na execução de Adauto.

Senival Moura teve sua casa revirada em mandado de busca e apreensão, mas o pedido de prisão contra o vereador foi negado pela justiça.

Em nota para a imprensa, Senival Moura afirmou sentir até hoje a morte de Adauto, não tem mais vínculo com a empresa de ônibus e que tem a consciência tranquila. Leia a nota na íntegra a seguir:

”Eu, Vereador Senival Moura venho me manifestar através desta nota pública sobre os acontecimentos noticiados em todos os meios de comunicação hoje.

Antes de comentar sobre os fatos ocorridos no dia de hoje quero reafirmar a minha história de atuação, liderança e organização do transporte alternativo na Cidade de São Paulo a qual tenho muito orgulho disso.

Sobre o Adauto Jorge Soares sinto até hoje essa perda, principalmente, pela forma cruel e violenta que foi.

Adauto junto comigo e vários outros companheiros lutamos pela regulamentação do transporte coletivo na Cidade de São Paulo. Entre o início da operação clandestina e a transformação em empresas passaram-se 30 anos.

Portanto, Adauto era um companheiro de luta, trabalhador e meu amigo. Vale ressaltar que no momento da morte do Adauto, nem eu e nem ele tínhamos mais qualquer vínculo com a empresa Transunião S/A.

Essa manhã fui surpreendido por uma operação policial em minha casa, mas quero aqui reafirmar  que eu não tenho nenhum envolvimento com as ações    que estão sendo noticiadas. Entretanto eu estou a disposição da justiça para quaisquer esclarecimentos , eu que sou formado em direito confio plenamente na justiça e sou um defensor do Estado Democrático de Direito.

Por fim, passarei por esse momento com a mesma serenidade, tranquilidade e consciência tranquila que sempre nortearam a minha vida.”


Já a TransUnião não se manifestou publicamente sobre a operação.

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