Pedido para a readmissão era uma das partes do acordo que havia encerrado a paralisação da semana passada, e como ainda não havia sido cumprida, poderia causar nova greve em parte do sistema ferroviário.

Publicado: 30/08/2021

Foto: Diário dos Trilhos

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil emitiu para a imprensa neste final de semana, um novo comunicado em que anunciou a recontratação dos trabalhadores que foram demitidos durante a greve das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da semana passada.

No informativo é mencionada a readmissão de 13 profissionais ainda no dia 27, sexta passada, cumprindo assim a ultima “pendência” do acordo que ficou em aberto.

A ultima pendência, pois de acordo com a entidade sindical, em 1º de setembro será assinado as ACTs (Acordo Coletivo de Trabalho) referente aos anos de 20/21 e 21/22, afastando assim a possibilidade de nova interrupção do atendimento devido greve.

SOBRE A GREVE QUE ACONTECEU (HISTÓRICO DOS FATOS)

A greve aconteceu após a categoria recusar a proposta da CPTM referente ao reajuste salarial e o cronograma de pagamento da PPR (Programa de Participação nos Resultados), mesmo motivo que resultou a paralisação de outras linhas anteriormente.

A decisão de conceder um aumento salarial foi retirada após a CPTM recorrer na justiça, algo que o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, havia dito que não seria feito.

Na ocasião, o desembargador da justiça do trabalho, Rafael Ribeiro, determinou um aumento salarial incluindo o período retroativo sem reajuste, de 3,63% para 1º de março do ano passado e de 6,36% para 1º de maio de 2021.

Para encerrar a paralisação, a CPTM ofereceu um reajuste de 4% em agosto deste ano e outros 6% de aumento a partir de janeiro de 2022, mas com parcelamento retroativo deste valor a partir de fevereiro.

Já sobre o dissídio coletivo, foi ofertado um reajuste de 4% a partir de agosto, retroativo ao mês de março de 2020, além do pagamento da PPR (Programa de Participação nos Resultados) em duas parcelas sendo a primeira em 10 de agosto, e a outra metade em 10 de janeiro de 2022.

Entretanto, durante a manhã de terça (24), dez funcionários foram demitidos devido a realização da greve, mas era pedido pelo sindicato a revisão destas demissões para que seja possível negociar o término da greve.

Este pedido sindical está foi analisado pelo Governo do Estado de São Paulo por meio do secretário Baldy, que afirmou de se realmente é necessário readmitir os dez trabalhadores demitidos para por o fim a greve, isto será feito. Entretanto deixou claro a insatisfação do sindicato sempre colocar suas pautas acima de tudo, e do bem da população, demonstrando que em questões futuras as abordagens pela gestão estadual serão com maior intransigência, ou seja, com menor flexibilização.

Foto: Divulgação Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil

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