Em assembleia realizada na sede do sindicato, ficou decidido pela paralisação a partir da meia noite em razão das recentes ações da companhia, descontando direitos trabalhistas.

Publicado: 27/07/2020

Os metroviários aprovaram em assembleia realizada na noite da segunda-feira, 27 de julho, uma paralisação por tempo indeterminado na operação do Metrô nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.

Com 2.506 votos, 73% votaram pelo sim da paralisação. Veja abaixo na imagem o resultado da assembleia.

Foto: Divulgação Sindicato dos Metroviários de São Paulo

A categoria protesta contra a redução salarial de 10% anunciada na semana passada e a retirada de outros direitos, estes aplicados no começo de junho (veja abaixo).

* redução de 100% para 50% das horas extras;
* fim do adicional de risco de vida para OTMs (Operador de Transporte Metroviário) e ASMs (Agente de Segurança Metroviária);
* redução do adicional noturno de 505 para 20%;
* fim do auxílio-transporte da complementação salarial para afastados por auxílio-doença e acidente de trabalho;
* gratificação de férias que cai para 1/3 do salário.

No começo da tarde da segunda-feira, 27, uma reunião de conciliação entre as partes no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) não teve sucesso, levando a votação que determinou a paralisação.

O TRT determinou 95% da frota em operação no horário de pico ou multa de R$ 150 mil ao sindicato por descumprir a ordem judicial.

Os trabalhadores iniciam a greve já a meia noite, e buscam negociar com o Governo do Estado e Metrô, o retorno dos direitos retirados e que seja revista a maneira com a qual a companhia vem agindo com seus funcionários.

O Sindicato dos Metroviários chegou a propor um protesto com as catracas livre, ou seja, todos trabalhando normalmente, mas sem cobrança de tarifa, o que não foi aceito.

A SPTrans e CPTM ainda não se pronunciaram sobre alterações na operação com a finalidade de absorver a demanda de passageiros.

As linhas 4-Amarela e 5-Lilás operadas respectivamente pela ViaQuatro e ViaMobilidade vão operar normalmente, pois apesar de seus trabalhadores também serem representados pelo mesmo sindicato, a convenção salarial é diferente.

* atualizado às 21h27.

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