Inquérito foi aberto na tarde desta quarta-feira 11/3 e vai investigar os responsáveis pela série de problemas dos últimos dias.

Atendendo um pedido de representação dos Deputados Paulo Fiorilo e José Américo – PT/SP, o Ministério Publico de São Paulo, por meio do Promotor Silvio Antonio Marques, instaurou um inquérito para investigar os problemas no Monotrilho da Linha 15-Prata e os responsáveis.
Os citados na investigação são o Metrô de São Paulo, a Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM), a Bombardier e o Consórcio que construiu o Monotrilho (CEML), devido as recentes falhas apresentadas. Vale lembrar que desde o dia 29 de fevereiro, a Linha 15-Prata está fechada, sendo atendida pelos ônibus do PAESE, após um estouro de um pneu da composição M20.
Na justificativa do inquérito a promotoria cita irregularidades que ocorrem desde o ano de 2016, quando um trem saiu da estação com as portas abertas do trem, colocando em risco a vida dos passageiros e também diariamente seus usuários enfrentam velocidade reduzida, troca de trens, grandes intervalos e superlotação devido uma série de falhas.
Outro ponto questionado é o valor do investimento que chega nos atuais R$ 5,5 bilhões, ao invés dos R$ 2,8 bi anunciados no começo do projeto, levando em conta que o trecho até Cidade Tiradentes que fazia parte do esboço inicial, não tem nem planejamento e data para quando e se irá chegar até lá. Existe também o questionamento sobre a privatização da linha no ano passado:
“Considerando que em março de 2019 o Consórcio ViaMobilidade – Linha 15-Prata, formado pela CCR e Ruas Invest Participações (atual CEML) venceu a concessão da linha com lance único de 160 milhões de reais, apenas 3% do valor investido pelo Governo do Estado.”
A STM por meio de nota enviada a TV Globo, disse que segue cobrando urgência na solução do problema. Entretanto nem a STM como a Bombardier manifestaram para toda a imprensa, um posicionamento diante da investigação do MP, nem sobre novidades quanto a data de resolução dos problemas.
para esta quarta, a Bombardier prometeu publicamente divulgar um laudo sobre os problemas no monotrilho, mas até o presente momento, não há sinalização de que será apresentado ainda no dia de hoje.