Manifestação realizada nesta segunda (16) pelo grupo de seguranças da companhia, pediam melhores condições de trabalho, dentre elas a contratação de mais funcionários da segurança e o reconhecimento da profissão de agente de segurança pública ferroviária, o que não é atualmente reconhecido.

Manifestação busca visibilidade a causa da categoria, dentre elas melhoria nas condições de trabalho para melhor serviço prestar. Foto: Sindicato dos Ferroviários de São Paulo

Os seguranças da CPTM conhecidos como PFs, realizaram no final da tarde desta segunda-feira (16), um protesto na estação Brás no centro de São Paulo, atraindo a atenção dos passageiros para um problema que a categoria vem passando.

A manifestação tinha como principais objetivos 4 reivindicações:

  • Aprovação da PL 176/2016;
  • Terceirização apenas da vigilância patrimonial (os vigilantes contratados);
  • Ampliação do corpo de segurança da companhia (PFs);
  • Segurança própria 24h nas estações.

A PL 176/2016, é um projeto de lei criado pelo deputado Caio França – PSB, regulamenta a profissão de Agente de Segurança Pública Ferroviária da CPTM, assim colocando em conformidade os direitos trabalhistas e condutas de operação e rotinas de trabalho. Também a ampliação deste número de agentes se faz necessária. O número atual de aproximadamente 800 agentes é insuficiente para tantos problemas que a companhia tem como aumento de furtos e roubos, comércio ilegal e furto de cabos e derivados.

O pedido de atuação 24hs também serve para dar maior segurança ao passageiro, porque hoje em dia a atuação não é Full time, ficando essa a cargo dos vigilantes patrimoniais que não tem o devido preparo e equipamento, como também caracteriza desvio de função em certas atuações.

Foto: Sindicato dos Ferroviários de São Paulo

A última atualização da PL 176/2016, data de 17/06/2019 ao qual encontra-se em tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP).

Ações como a de ontem, mostra que a CPTM procura transmitir um quadro de tranquilidade e que está tudo normal, mas não só os agentes de segurança como os funcionários das estações sofrem com a falta de funcionários suficientes. Existem dezenas de relatos de rotina de trabalho estressante, horas extras em demasia e execução de várias tarefas praticamente ao mesmo tempo. Algumas estações ficam em alguns períodos com apenas um funcionário para ser responsável por toda a estação e isto pode impactar no funcionamento das bilheterias da companhia, como foi divulgado ontem.

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