A partir da meia noite os funcionários das empresas de ônibus vão cruzar os braços e os veículos não vão circular. O rodízio municipal de veículos foi suspenso.

Fila de coletivos durante manifestação de motoristas e cobradores em SP. Foto: Diário dos Trilhos

O Presidente do SindMotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo) Valdevan Noventa, representa dos motoristas e cobradores da cidade de São Paulo, confirmou que nesta sexta-feira os ônibus não vão funcionar devido greve em todas as garagens da cidade, se iniciando logo mais a meia noite.

A manifestação começou na manhã quando a categoria  chegou em frente a Prefeitura buscando ser recebida pelo prefeito. Afirmaram que a gestão atual retirou 450 veículos de operação e pretende tirar mais 1 mil até o final do ano, eliminando linhas, aumentando o intervalo entre os veículos e deixando 6 mil trabalhadores sem emprego. Além disto, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) não foi paga.

Em assembléia realizada na tarde desta quinta (05) em frente a Prefeitura, foi decidido retomar a operação dos coletivos para que a população possa voltar para casa e seguir aos seus destinos.

Noventa durante entrevista ao Brasil Urgente, mencionou que havia uma reunião marcada com Bruno Covas e o Secretário de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, mas não foram recebidos pelo prefeito, o que gerou descontentamento da categoria.

“estamos em frente a prefeitura, o Bruno Covas não nos recebeu e estamos aguardando” disse Noventa.

Ônibus parados na Av. Rio Branco, centro de São Paulo na tarde desta quinta (05). Foto: Diário dos Trilhos

O rodízio municipal de carros foi suspenso na noite de hoje (05) e na sexta (06) na parte da manhã e da noite para amenizar os impactos e não punir quem decidir usar o carro. Na CPTM e Metrô a operação será normal e haverá um reforço na frota para atender o aumento da demanda de pessoas.

Segundo o vereador Milton Leite, a greve não está devidamente avisada em prazo legal, e tentará conversar com o sindicato antes da meia noite para tentar convencer pela não realização da greve.

Por telefone a Band, o Secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, disse que as companhias de transporte do estado vão operar com o máximo da capacidade.

“Caso ocorra a greve, a CPTM, EMTU e Metrô vão operar com a capacidade máxima, inclusive com aumento das equipes de funcionários nas estações do Metro e cptm para auxiliar melhor os passageiros”

A greve está prevista para durar toda a sexta-feira e deve deixar 14 mil ônibus parados, além de todos os terminais da cidade.

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