Na segunda-feira (02) um grupo de seguranças do Metrô e moradores de rua que vivem na Praça da Sé se envolveram em um conflito que assustou os passageiros e precisou da presença da PM no local.

Momento em que um dos moradores de rua recebe um mata leão e é imobilizado. Foto: Reprodução vídeo G1

O Metrô de São Paulo afastou todos seguranças da companhia que se envolveram em uma confusão na estação Sé da Linha 1-Azul e 3-Vermelha na última segunda (02), um total de dezessete agentes. Vídeos publicados nas redes sociais mostram seguranças retirando os moradores de rua da estação com agressões e uso de cassetetes e depois sendo alvos de pedras arremessadas em direção aos agentes. O confronto aconteceu porque segundo o Metrô um grupo de moradores de rua entrou na estação para se abrigar da chuva e se recusaram a sair das dependências da estação, agredindo um dos agentes.

O portal de notícias da Globo G1 publicou um vídeo de aproximadamente dois minutos de parte do tumulto. Confira abaixo:

Video: Reprodução G1
Estação ficou com várias pedras no chão após os ânimos se acalmarem. Foto: Reprodução Vídeo G1

No entorno da estação vivem centenas de moradores de rua que em dias de chuva acabam se abrigando no interior dos acessos antes das catracas. Também é comum queixas de passageiros dos pedintes nas entradas e dentro da estação, o que acaba por acionar seguranças e provocando desavenças e conflitos.

No decorrer da semana muitas pessoas repercutiram nas redes sociais o ocorrido com opiniões diferentes sobre. Abaixo algumas das opiniões que frisamos, não representam o pensamento do Diário dos Trilhos.

Órgãos públicos se manifestam

Um inquérito policial foi instaurado para investigar o caso e durante as investigações os agentes seguem afastados do trabalho.

O Metrô por meio de nota enviada ao Diário, lamentou o ocorrido e ressaltou que os agentes estavam acompanhando a movimentação dos moradores para evitar desordem e uso de bebida alcoólica e entorpecentes dentro da estação. Abaixo segue a nota:

“Com as chuvas na manhã de segunda-feira (2), como sempre acontece, uma grande quantidade de pessoas, que vivem em situação de rua, entrou na estação para se abrigar. Desde o início os agentes de segurança acompanharam a movimentação, até para impedir uso de bebida alcoólica, cigarro e drogas e mantivesse um mínimo de ordem para facilitar o fluxo de passageiros pelo local. Às 10h50 os agentes solicitam apoio, já que estavam com dificuldade para organizar o grupo. Um dos agentes, ao se aproximar foi agredido pelo líder do grupo. Todos os funcionários envolvidos nessa ocorrência foram afastados até o término do inquérito policial.”

A Polícia Militar enviou uma nota a TV Globo explicando que foram ao local solicitados pelo Metrô e que na região tem vários policiais trabalhando na Operação Delegada.

“A Polícia Militar esclarece que é característico em dias chuvosos os moradores de rua descerem para a estação do metrô para se abrigarem, e os seguranças retiram os mesmos para o local não causar tumulto no local. Quando este fato ocorre os moradores de rua se revoltam e partem para cima dos seguranças. Normalmente a Polícia Militar só é acionada quando a confusão entre as partes já ocorreu. Houve acionamento desta ocorrência, a pedido dos funcionários do metrô que estavam sendo agredidos com pedaços de madeira e pedras pelos moradores de rua. Havia vários policiais pelo local devido a Operação Delegada existente na Praça da Sé.”

Viatura da PM chegando na estação Sé após solicitação pelo Metrô. Foto: Reprodução vídeo G1

Representando o Governo do Estado, o Secretário de Transportes Metropolitanos Alexandre Baldy, em entrevista na manhã desta quarta (04) a TV Globo, lamentou o episódio e que o afastamento dos seguranças será para que se tenha uma investigação imparcial.

“Esse foi um episódio triste, uma tragédia, infelizmente. Aonde houve agressão física entre os moradores de rua e os seguranças. E os seguranças e os moradores de rua. Eram mais de 20 moradores. Está sendo ainda apurado. Os seguranças foram afastados do trabalho normal para que ocorra a apuração imparcial”

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